terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Novo endereço

Meus amigos, os próximos poemas serão divulgados no endereço: http://www.baudosduendes.zip.net
A razão de tudo isso? Acabei preferindo juntar os contos, poesias e ainfs em um site só que será gerido por mim e mais dois amigos.
Então quero pedir para clicar no link e continuar a navegar por lá, as páginas de poemas e contos já estão funcionando, apenas algumas páginas (como a home) ainda então em construção.
Então clique agora mesmo! http://www.baudosduendes.zip.net

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Foda-se

Foda-se o mundo
Foda-se tudo
Caia fundo
não seja mudo
.
O amanhã, meu bem, não vai voltar
Por que não aproveita tudo o que tem?
Antes que seja tarde pra pensar
.
O mundo ta rodando
e você ai parado
me olhando
.
Isso pra você é diversão?
Vamos viver, vamos esquecer
Vamos enlouquecer, vamos fuder
Meu bem, já esta na hora de seguir seu coração

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Diálogo com meu personagem



Não te vejo já faz muito tempo
como você cresceu
Não me reconheces, entendo
lembra-te que és meu
.
Eu sou aquele que te apresentou o mundo
Eu sou aquele que te mostrou o que é o amor
Fui eu quem te salvou quando te afogavas no fundo
Fui eu quem criei o analgésico para a sua dor
.
Não lembras de mim?
Eu não mudei
Faremos assim
Te contarei o que eu te dei
.
Lembra daquela garota morena com quem teve a primeira noite?
Ou daquele skate que você chorou de desejo?
Das lembranças bonitas da familia que eu almejo?
Daquela bela surra, de madrugada, que te dei com um açoite?
.
Ainda sou um estranho
mas fui eu quem te criou
Fui eu quem limpou teu ranho
Fui eu quem te abandonou
.
Não se sentes diferente?
É por causa da doença que te dei
Uma perturbação na mente
Você pensa que eu não sei?
.
Eu sei tudo o que você pensa
Eu sei tudo o que você faz
Fui eu quem gritei vença
Quando você me disse não quero mais
.
Assustado? Eu estaria
.
Você não saiu de uma buceta
Você foi criado pela minha caneta
Meu filho, eu sou eu mesmo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ressaca

Acordo tonto, vejo que horas são
não era hora de acordar, ainda não
O cheiro de incenso me invade
A tristeza no peito não cabe

Tem uma arara berrando
e bicando o meu estômago
eu finjo não estar ligando
os olhos viram de lado

não quero a merda da luz
ela machuca meus olhos agora
não tenho nada pra por pra fora
não tenho nada pra mandar embora

Não sei escrever
Não sei me importar
não me importo em te ver
não me importo em amar

Boca seca, não por causa de você
mas por causa do velho barreiro
aquele viado do meu companheiro
Alias, não existe você

Nunca existiu você
nem sei quem é você
Não amo ninguém
Não tenho ninguém

De vez em quando eu tenho é desejo
Não por ti, por pessoas que eu vejo
Está escuro, eu sei
I'll kill myself today

domingo, 23 de janeiro de 2011

O mesmo personagem

ja ouvi esta história,
os seus traços não foram embora
no final eu sou tu no hoje
Antes vivo ainda fosse
.
Descrição semelhante
Gostos concordantes
Estilo parecido
Sangue repetido
.
No final somos o mesmo personagem
Parecidos, mas singulares
com seus traços unicos de personalidade
Ambos, de passagem
.
A personalidade me mudará de quem tu foste
Os gostos me mudarão de alguém que ainda é
Tu fazias a quarenta anos o que eu faço hoje
E relembrando tua memória, não seguirei teus passos

Guarujá

A maresia vem do mar
As ideias vem do sonhar
Os livros vem da caneta
Os Homens vem da buceta
.
Tantos roteiros pra trabalhar
Tantos livros para completar
Será aqui, na beira do mar
Será aqui que vou sonhar
.
O agora é o já
Aqui no meu forte
Aqui tenho meu norte
Aqui no Guarujá.

Em paz

Estou tão bem
O vento bate
A brisa vem
Nenhum cão late

Penso na vida
Dentro da medida
não me Carrego
Não inflo meu ego

Estou balançando
Em uma rede que range
Vejo a nevoa esvoaçante

Sobre o rio, sem pressa
A qualquer instante
Apenas em paz

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fui

Fui embora, logo volto
Ou não volto mais
deixe me um recado
mande-me um retrato

Escreva sobre o tempo
Me conte sobre as nuvens
ou não escreva
não escreva nunca mais

Me dê seu endereço
Irei mandar um postal
Nada de mais
Hoje fui embora
As minhas cartas, jogue fora

Feliz? Talvez esteja
Longe sei que estou
Os poemas, esqueça
Rasgue e queime depois

Palavras roucas, linhas tortas

Linhas tortas com o peso
Espaço tempo de lado
Inscrito por dentro
Antes do errado

Dominós que caem
Outras que se esvaem

Já não vejo mais
Este mundo desvirtuado
Imaturo, enjoado
Tudo está de lado
Outros não veêm

Coisas que se leêm
Estão por baixo de tudo
Rouco, cego e mudo
Tudo escondido
O outro lado amigo

Amizade

Pedra dura e valiosa
É nossa amizade
duradoura como a eternidade
rebuscada como a rosa
Ou o vinho de idade

Fui embora, logo volto
Ou não volto mais
Ritos a parte, mas
Tu sabes que valeu demais
Estar pouco tempo e
Sorrir por muito mais

Serena noite

Lua Branca, vento forte
Estrelas brilham no céu
Tudo está sereno, cheira a morte
Imaculado véu
Cai sobre nós
igual água pura
Agora estamos sós

Venha onde estou
ouça o que digo
Não finjas, vivo estou

Estou sozinho
nesse caminho
Hoje, amanhã
e talvez sempre
rápido, venha
Te quero sobre meu ventre

Branca, clara & alva

Bela és, como um toco
isto me deixa louco
Alva como o leite
Neve de puro deleite
Clara como a lua
Ardida como a "tua"

Sua forma nos encanta
Tuas pernas, teus contornos
outras não interessam
como as que vivem nos entornos
Ouvindo a voz que a ti canta

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Lembranças malditas

Estou em paz,
ou ao menos penso que estou
até ler um nome, ver uma imagem
porque não larga de mim? Deixa de bobagem

Se eu fosse até o inferno, me perseguiria por ele
não vê que em mim não resta amor?
Vá viver sua vida, deixe de me perturbar
Se esforce para outro alguém amar

Se afaste, de ti não quero lembrança alguma
Saia de perto dos meus amigos e parentes
Pare de inventar mentiras toscas
Tu estás realmente louca

Não sei como um dia pude amar tal pertubação
de certo perdi a noção e confundi a sensação
agora ficas a me difamar, a me perturbar
saiba que de ti não gosto nem de lembrar

domingo, 2 de janeiro de 2011

Escuridão

Está escuro
Abro os olhos
Está escuro
Acendo a luz

posso fazer o que for e continuará escuro.
não porque eu quero, não porque eu deixo
mas porque tem que ser assim
afinal, o universo é como deve ser

não vai mudar porra nenhuma eu querer
ou você querer, não adianta gritar
agora tudo que faço é esperar passar
como sempre aconteceu, deixar ser

a culpa é minha e do meu humor flutuante
essa desgraçada desta vida errante
agora sei o caminho
mas infelizmente não estou sozinho

tenho que esperar a grande nuvem escura passar
e então vou me iluminar, me alegrar e continuar
até a grande nuvem escura voltar
e então de novo esperar